10.10.10

minha vida segunda ela

olha, momento de emoção! depois de meses e várias tentativas frustradas o meu netbook resolveu voltar a acentuar tudo novamente. vocês não irão conseguir entender como estou feliz de poder escever com um ç. sério.

me deu até vontade de escrever aqui no blog um meme que eu vi num blog por aí.

é o seguinte, galere, eu tenho que responder umas perguntas/premissas só usando nome de músicas de uma banda/cantor/cantora eleita. claro que obviamente eu escolhi a minha predileta, que todos sabem é britney spears fiona apple. bora lá?

Você é homem ou mulher:

ugly girl.

Descreva-se:

a mistake

Como se sente:

extraordinay machine.

Descreva o lugar em que você mora:

red red red

Se você pudesse ir pra qualquer lugar, pra onde iria?

bridge over troubled water

Seu meio predileto de transporte:

fast as you can

Seu melhor amigo:

better version of me

Você e s eu melhor amigo são:

criminal

Como está o tempo?

slow like honey

Sua hora do dia preferida:

parting gift

Se sua vida fosse um seriado, como ele se chamaria?

to your love

O que é a vida pra você?

paper bag

Seu relacionamento:

use to love him

Um medo:

get gone

Que conselho daria?

never is a promise

Pensamento do dia:

not about love

Uma motivação:

please send me someone to love

7.10.10

Qual a dificuldade?

gente, que coisa!

sabe, desde muito pequena eu tinha certeza absoluta que eu ia me dar bem na vida porque 99% das pessoas no mundo são burras. sério. eu lembro quando eu tinha uns quatros anos e fui comprar laranjinha com uma prima da mesma idade que a minha, eu com meu dinheiro e ela com o dela. na hora que ela tirou o dinheiro e me mostrou eu disse: esse dinheiro não funciona. 4 anos e eu já sabia que o dinheiro que ela estava na mão já havia saído de circulação (oi, anos 80?).

claro que eu não sabia exatamente isso, mas eu sabia que aquilo não funcionava mais. ela duvidou. e não conseguiu a laranjinha. só lembro dela me dizendo, meu papai me deu esse dinheiro, ele funciona. e eu, no auge dos meus 4 anos chupando a minha laranjinha, disse: seu pai acha que você é burra.

marina remy. decepcionando pessoas desde 1989.

daí que essa minha prima entrou chorando na casa da minha vó dizendo que eu tinha chamado ela de burra,veio todo mundo querendo saber por que, e eu me explicando, o dinheiro não funciooona. sabe por que eu lembro exatamente desse episódio? porque acho que foi aí que cresceu essa minha intolerância com gente burra. brigaram foi comigo, quem foi chamada atenção fui eu, e ainda tive que dar minha laranjinha para ela como indenização. MINHA MÃE FICOU CONTRA MIM.

4 anos de idade sendo punida por ser mais inteligente. depois nego pergunta de onde sai tanto rancor.

e por que eu tou falando isso?

porque agorinha mesmo quase que meu prédio fica todo em chamas, mas QUASE, o caminhão de bombeiros ainda está lá embaixo e tudo culpa da porteira.

mesma porteira que meses atrás chamou a minha mãe para dizer que eu era muito mal educada. minha mãe me perguntou o porquê e eu respondi: porque ela é burra. (não só burra, como inoperante e mal educada) mas minha mãe, obviamente, me chamou atenção. coitada dela, minha filha, não é assim. faltou dar minha laranjinha para ela.

é coitada, mãe, não é burra,viu um carro na garagem por meia hora pegando fogo e se limitou a dizer: achei que sairia água pelo teto e apagaria. não pensei que tinha que chamar o bombeiro.


NÃO PENSEI QUE TINHA QUE CHAMAR O BOMBEIRO.

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O DINHEIRO FUNCIONA, MEU PAPAI QUE ME DEU.
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você é burra.

25.9.10

taking sides.


olha, vou te contar, se tem uma coisa que eu não entendi até hoje é que se passa na cabeça de mentores/programadores de redes sociais. meu sonho é descobrir quem teve a genial ideia de inventar o tal do SUGESTÃO DE AMIGOS! sério. kenmisplik?

porque veja bem: é total falta de inteligência emocional e amigos na vida. sei que são cálculos matemáticos que jogam na sua cara que, apesar de você não ir com a fuça da pessoa, ela está ali, rodeando a sua vida de uma maneira ou de outra. é brincadeira.

se eu tenho 131 amigos em comum com uma pessoa e não sou amiga dela qual o motivo, arnaldo? é óbvio, meu. eu simplesmente não gosto daquela pessoa e não quero ela como amiga/conhecida/colega nem na vida real nem no orkut/twitter/facebook. por que é tão difícil de entender?

o bom que cada rede social tem suas peculiaridades, né? o orkut só me dá como sugestão aquelas pessoas que já passaram pela minha vida mas me sacanearam. ex-amigos, ex-afetos, gente chata do colégio/faculdade, namorado da prima distante...e o twitter? o twitter só me mostra pessoas que eu escolheria morrer afogada no esgoto do que ter contato ou ler o que elas têm a dizer ao mundo...não dá para dizer o que é pior o who to follow ou o more like marinaremy. só rindo.

mas o melhor ainda é o facebook. não sei quais métodos aquele povo de havard arrumou, mas deveria se chamar look at all these people you've never met. tipo, obrigada, face, mas não quero ser amiga da candy wall da flórida, ela parece até ser uma boa pessoa, mas não temos nada em comum.

mas o pior de tudo é a recípocra. o idiota que me adiciona quando eu sou sugerida. alguém me responde: por que, meldels? têm pessoas que eu já neguei mais de 10x e a pessoa insiste. lembro de quando minha frase no orkut era "não conheço, não adiciono. é pra evitar a fadiga. te conheço, NÃO GOSTO DE VOCÊ e por isso não adiciono" believe me, tinha masoquista que curtia.

shoot me.

7.9.10

9 coisas sobre mim

tava lendo uns blogs por aí e vi que tá rolando um meme. como não sou popular o suficiente para ter alguém para me indicar, resolvi fazer de caruda mesmo. é o seguinte, amigues, tenho que contar 9 coisas que vocês, provavelmente, não sabem sobre mim. vamos lá?

1- sou a caçula de 3 irmãos. quando minha mãe desconfiou que estava grávida de mim foi ao médico (?) e ele disse que ela estava com um tumor no ovário. sério. o médico era tão bom que queria mandar minha mãe com urgência pro centro cirúrgico. só que, né? minha mãe desconfiada desse açougueiro médico preferiu buscar outra opinião. e não é que ela tava grávida mesmo? mas, olha, vou dizer uma coisa: há dias que eu tenho certeza que minha mãe acha que criou o câncer.

2- aliás, ginecologia nos anos 80 não devia ser o forte da UFG. porque vou contar outra história sobre meu nascimento: todas, TODAS, não algumas, T-O-D-A-S as ultrassons que minha mãe fez deu que eu era menino. todo meu enxoval foi azul. ou seja: eu não sou eu, eu sou um câncer. macho.

3-minha memória é a melhor memória que eu conheço. ok, dentro das pessoas normais. sei que existem pessoas que sei lá, sabem 50 numeros do pi e ZZZZzzzZZZ, mas dentro das pessoas em que eu convivo e já convivi, nunca encontrei alguém com a mémoria melhor que a minha. eu consigo me lembrar de situações de quando eu tinha 3 anos de idade, com uma riqueza de detalhes que impressiona. por isso, tomem cuidado ao mentir pra mim. eu sei pegar uma contradição no ato.

4- para não falar que eu tenho uma memória tão foda assim eu tenho um lapso. sou apaixonada por sapatos, mas, às vezes, alguns incomodam. daí eu vou e deixo lá guardado. depois de um tempão eu olho pro sapato e penso: "mas, gente, que sapato lindo, por que eu não uso ele?" depois que eu coloco e saio com ele, depois disso, meu amigo, eu descubro. o sapato volta a ficar guardado até eu me esquecer e recomeçar... all over again.

5- quando tinha 4 anos fiquei 21 dias no hospital, sendo 16 na uti. tive pneumonia+sarampo+choque anafilático, e, ó, dizem que foi só com jesus na causa. mas sobrevivi felizmente sem sequelas. quer dizer...há quem diga que minha hiponcondria veio daí. eu nego.

6- sei que esse meme não é sobre causos e sim sobre características pessoais ou histórias que moldaram o meu peculiar caráter, mas tem um que quero dividir. uma vez, há uns anos, em uberlândia, fui no cinema com um amigo assistir Crash. sabem aquele parte do filme que a menina voa no pai pra protegê-lo da bala? pois é. eu ri. de alívio. nisso, tinha uma senhora super digna do meu lado, com seus 90 anos na cara e seu marido de 110 do lado dela, a velhota aristocrata uberlandense vira pra mim e fala: QUE QUE É QUE VC TÁ RINDO? ME DIZ, DO QUÊ VOCÊ TÁ RINDO, EXISTE ALGUMA COISA ENGRAÇADA NESSA CENA? daí eu já estava afundada na cadeira de tanta vergonha e meu amigo, galinho de briga, me vira para piorar: QUAL O PROBLEMA, MINHA SENHORA, NÃO PODE RIR NÃO? QUAL O PROBLEMA? QUAL O PROBLEMA?? hahahhaa. meu, nesse dia descobri que se o filme não for comédia não ria no cinema.

7-eu não sou tão chata, ranzinza e mal humorada como as pessoas pensam. na verdade, se você tiver paciência comigo, verá que eu sou até uma pessoa legal e divertida. mais divertida que legal,mas ainda assim.

8- eu tenho medo de coisas bizarras como: chico xavier, o sebastian da C&A, palhaços e crianças muito fofas.

9-eu acho que tenho algum problema neurológico: só aprendi direita e esquerda depois que aprendi a dirigir, sempre achei que amargo e azedo tivessem o mesmo gosto, não sei piscar um olho só...enfim, sou meio problemática.

como ninguém me indicou pra essa merda, não vou indicar ninguém. quem quiser que faça.

1.9.10

clichê.

ai, gente, ainda bem que agosto passou, né? puta merda, que mês arrastado. claro que, obviamente, poucas pessoas estão com o mesmo alívio que eu. mas, sabe: não ando aguentando mais? tanto é que nem escrever mais aqui eu consigo.


sendo emo e totalmente clichê: wake me up when september ends

11.8.10

a vida como ela é...

Conversando com uma colega de trabalho há um tempo, começamos a falar sobre nossa época de colégio, papo vai, papo vem – como Goiânia tem 3 pessoas – acabamos encontrando um conhecido em comum. Lembro que nesse papo ela saltou algo do tipo: “fulano? Nossa, fiquei com ele um carnaval aí, sei lá, tem uns 8 anos.” Engraçado eu não tenho contado mais com ele há uns 9 para mais, enfim.
Fato é que hoje, novamente, no trânsito, começamos a conversar sobre isso, com mais uma colega no carro. Acho que ela tinha me perguntando de onde eu o conhecia. O que segue agora é o relato mais ou menos fiel do que eu disse a elas no carro. Chamemos o dito cujo de J.
“Ah, o J? a gente estudou junto durante o ginásio, 7 e 8 série. Nossa, eu era perdidamente apaixonada por ele, era engraçado. Ele era o menino mais bonito da escola, o mais popular, todas as meninas eram loucas nele, inclusive eu, óbvio. Mas ele não sabia, ele nunca soube, éramos melhores amigos, acredita? A gente vivia junto, o tempo quase todo, ele me ligava, gente, ele me ligava e a gente passava horas no telefone. Teve uma vez, umas férias, eu estava em minas e ele me ligou LÁ, a gente virou a noite no telefone, ele me contando das férias dele, das meninas da sala que ele tinha pego no cinema. Nossa, no encontro de jovens então da São Paulo Apóstolo (oi? Se você é Goiânia e tem mais ou menos a minha idade sabe do que eu falo) a gente ficava lá, toda quarta, sentados na cantina conversando, eu ia para ver ELE, ele ia para pegar alguma menininha. Por que a gente nunca ficou? Porque eu era horrorosa, óbvio. Eu era magrela, dentuça, nerd. Ele era o bonitão. Nossa gente, como eu era apaixonada, como eu sofri. Depois chegou o colegial cada um mudou de colégio o contato foi acabando, se eu me recordo última vez que eu o vi foi em 2001.”
Na hora em que eu contava para as meninas esse relato elas diziam: “mas é claro que ele gostava de você, vocês ficavam o tempo todo junto, homem sempre tem essa bobeira de não querer estragar amizade, sei lá. Você devia ter contado para ele.”
Engraçado, ele nunca soube. Eu nunca contei. Hoje em dia, parando para pensar, acho que todo o carinho que eu tenho por essa escola que eu estudei e sinto tantas saudades é por causa dele, pelo sentimento que eu tinha por ele, que eu nunca contei, que ele nunca soube.
Ele nunca soube que eu cheguei a sonhar com ele naquela época, e que no sonho ele me beijava. Eu acordei recordando o GOSTO do beijo dele. Gente, quantas pessoas eu beijei? Quantas pessoas me beijaram? Não consigo lembrar do gosto delas, mas desse beijo, eu lembro perfeitamente. O BEIJO QUE EU NUNCA DEI.
Eu não sei o que me deu hoje, mas quando eu desci do carro, depois de contar essa história o sentimento estranho que eu senti ao lembrar disso, sério, eu até CHOREI! (patético, né?)
E é claro que eu procurei ele no Orkut E ACHEI!. Ele ta casado. Não casado de zueira, casado mesmo, com álbum do casamento e na comunidade “eu encontrei meu amor da vida toda”.
Eu não.
E olhando a foto dele, relembrando de como ele é, a única coisa que passa pela minha cabeça é que eu meio que esperei por ele inconscientemente. REALLY. Me internem, gente. Eu não sou normal.

28.7.10

Eles, os produtores.

Meu, já repararam que de quando em vez aparecem profissões da moda? Quando eu era criança, lá pelo início dos anos 90, todo mundo era – ou queria ser – analista de sistema. Eu lembro bem, de uma amiga da minha mãe, contando que o filho ia prestar vestibular para isso porque era a profissão do momento. Acho que hoje em dia nem existe mais, né? Não com esse nome. Enfim. Depois eu lembro que lá pelo início dos anos 2000 as profissões do momento eram turismólogo (hahahahaha) e fisioterapeuta. Cara, sério. Até hoje eu fico por entender porque alguém tem a CORAGEM de falar que isso é curso superior. oi? Aprender quantos toddynhos vão em um frigobar? Como dobrar lençol? Como diz o Dedé: é curso de quem gostaria de viajar e não tem dinheiro. Aí quer dizer que é uma pessoa viajada, entendida, sei lá.

E os fisioterapeutas? Lembro dos negos falando: “ah, quero ajudar os acidentados”. Rapaz, tinha que ter acidentes DEMAIS para que todos os fisioterapeutas, formados nas unidunitês, tivessem muitos pacientes para ensinar a apertar bolinha. Sinceramente.

Mas vamos aos dias de hoje: nessa época pós-moderna em que tudo é muito fluido e rápido, em que identidades mudam o tempo todo e que há quebras sucessivas de modelos de conduta e parâmetros de pensamento, quem entra em cena? Eles, os PRODUTORES CULTURAIS.

Produtor cultural é a profissão de quem está na moda, é hype e antenado - eufemismo pra vagabundo. Veja bem: diferente das outras profissões citadas é muito mais fácil ser produtor cultural porque é que nem jornalismo, nem de diploma precisa. Quer dizer, você precisa de meio diploma (ou de ter gastado a grana dos seus pais durante alguns semestres estudando – e desistindo – de cursos como: cinema, gastronomia ou design).

O grande lance para ser um produtor cultural é você não ter conseguido sucesso em nada que fez. Como não conseguiu fazer uma faculdade decente ou arrumar um trabalho de verdade, você, produtor cultural, já se aventurou pelo mundo da música (virou DJ), das artes (virou fotógrafo) e das ciências (largou o direito), mas nada foi capaz de preencher o seu ser tão autêntico.

Outra coisa importante nessa bonita profissão é sempre negar veementemente que é promoter. Você faz tudo que um promoter faz: puxa saco de dono de boates, entrega flyer de bônus para os amigos, enche o scrap e o twitter de todo mundo com aquela festa bombante, mas se alguém te pergunta se você é promoter do bar tal, você tem que saber prontamente responder que não. É o produtor cultural. Aquele cara cuja única finalidade é descobrir o número da banda emo do momento no Google e dizer pro dono do estabelecimento que é chegado e que eles até te seguem no twitter.

Twitter é a importante ferramenta de trabalho. Se precisasse de faculdade para ser PC, com certeza, existiriam as matérias Metodologia de Twitter I e II. Todo PC tem um twitter hypado. Toda descrição começa com seu currículo “modelo, atriz, fotógrafa e produtora cultural”. Pode ter certeza que nem todo PC mora em São Paulo, mas a titia garante: todos gostariam de morar lá. A Meca da cultura brasileira, o estandarte da produção cultural. Pinacoteca é pinto. A cultura de Sampa está na galeria do rock, e os PC no ABC paulista, produzindo shows emos para meia dúzia de adolescentes. E, claro, uma foto photoshopada mostrando sempre uma pessoa de cabelo colorido com tatuagens à mostra. Como médico tem o estetoscópio, o PC tem o twitter.

É claro que nada dura para sempre e em algum momento o PC tem que largar de ser vagabundo e parar de ser sustentado pelos pais. Aí, no fim das contas, acaba virando fucionário público.

Mas você também é funcionária pública, Marina, como se explica? Pois bem: pulei a parte vergonhosa, Arnaldo.

Enfim, esse post foi só para ajudar você, leitor, que não sabe o que fazer da vida e nada da vida sabe fazer. Pinte seu cabelo, tatue suas costas, saia de segunda a segunda (já que você não trabalha mesmo), crie uma rede de contato com desocupados como você e sempre reclame de como a cultura é algo importante e como sua cidade sofre com a carência de lugares autênticos. Se até semi-analfabetos conseguem, você também pode. Eu garanto.