16.10.11

30 Day Book Challenge! - Dia 07: um livro que é difícil de ler


acharam vocês que eu havia esquecido do desafio, né? mas nem esqueci. foi só a preguiça aliada ao vírus/bactéria/whatever que pegou a mim e a minha família e nos deixou de cama, sem disposição para nada, durante 4 dias. foram momentos difíceis, mas, felizmente, estou bem.

bom, um livro que eu li, mas que foi difícil é o Versos Satânicos do Salman Rushdie. no começo é muito, mas muito bom. depois, vai ficando tão chato que eu só terminei porque achei que já que eu tinha perdido meu tempo até quase o fim, então, por que não? não é um livro tão bom quanto pintam por aí, mas há quem goste.

"O livro conta as aventuras de dois indianos muçulmanos que sobreviveram a um atentado a bomba de separatistas sikh em um avião. Após a queda, na Inglaterra, um deles, Saladim Chamcha, desenvolve chifres, cascos e um rabo. O outro, Gibreel Farishta, cria um halo e sonha em conhecer o profeta Mahound (antigo termo pejorativo para Maomé)."

com essa história de livro difícil de ler, eu me lembrei de uma carta que o Kafka escreveu para um amigo dele em 1904 sobre o que ele pensava sobre os livros que lia.

“No fim das contas, penso que devemos ler somente livros que nos mordam e piquem. Se o livro que estamos lendo não nos sacode e acorda como um golpe no crânio, por que nos darmos o trabalho de lê-lo? Para que nos faça feliz, como diz você? Seríamos felizes da mesma forma se não tivéssemos livros. Livros que nos façam felizes, em caso de necessidade, poderíamos escrevê-los nós mesmos. Precisamos é de livros que nos atinjam como o pior dos infortúnios, como a morte de alguém que amamos mais do que a nós mesmos, que nos façam sentir como se tivéssemos sido banidos para a floresta, longe de qualquer presença humana, como um suicídio. É nisso que acredito.”

não só você, kafka. não só você.



8.10.11

We've been through this such a long, long time just trying to kill the pain

gosto muito quando eu quero fazer algo simples e não sou bem sucedida. tipos quando eu vou à cozinha beber água e ela acabou, ou, sei lá, tento dormir numa tarde de sábado e não consigo, tento estudar e não concentro. são essas pequenas coisas do cotidiano que me deixam bastante feliz só que ao contrário.

um pouco da culpa é da análise. acho que às vezes reviver algumas situações mesmo que seja para resolver o que não ficou muito certo é meio chato. aí eu estou lá, falando, falando, falando, para uma pessoa que deve estar pensando em outras coisas porque nem um barulhinho para dizer que está viva a mulher faz e no fim só escuto a pergunta: por que se submeter a isso?

não sei, né?

já faz um tempo que isso não sai da minha cabeça. ao mesmo tempo em que eu não conseguia achar nenhum um tipo de explicação racional para tal ato do passado, só conseguia pensar que eu sempre fui capaz de aceitar coisas e depois pensar "mas eu sou incapaz de aceitar isso, blá blá blá". confuso. eu sei.

aí eu fico aqui com toda uma raiva retroativa que em algum momento parece ter sentido, quase passa, e o que eu faço? procuro motivo para justificá-la. e sabe, nem preciso me esforçar. sempre acho.

aí volto para o divã e quando perguntada como as coisas vão indo, respondo: não estão indo. como não? sei lá, acho que não consigo mais sobreviver à decepção, apenas.

já é um ponto a se trabalhar.

é, né?

30.9.11

30 Day Book Challenge! - Dia 06: um livro que te faz chorar


na verdade esse livro não me faz chorar, ele me fez convulsionar em lágrimas. sírius black morre e temos certeza que harry nunca será feliz nessa vida. Harry Potter e a Ordem da Fênix - J.K Rowling


27.9.11

30 Day Book Challenge! - Dia 05: um livro de não-ficção que você realmente gostou


têm vários livros de não-fição que eu adoro, mas acho que o que mais me tocou foi Ilícito do Moisés Naím. mais do que um relato jornalístico primoroso é também uma tese econômica interessantíssima sobre o outro lado da globalização. é chocante e vale a pena.

"As redes mundiais de comércio ilegal de armas, drogas, órgãos humanos, imigrantes, bens falsificados, prostitutas, arte roubada, além do terrorismo e da lavagem de dinheiro são hoje uma parte consolidada da economia internacional e movimentam centenas de bilhões de dólares ao ano. Neste livro, Moisés Naím, editor da revista Foreign Policy, realiza uma investigação detalhada e pioneira sobre um lado pouco conhecido da globalização - as atividades ilícitas. Contrabandistas, traficantes e piratas sempre existiram, mas nunca com um poder econômico que gira em torno de 10% de todo o comércio mundial, muito menos com um poder político capaz de controlar nações inteiras. Com dados surpreendentes e exemplos atuais, o autor faz de 'Ilícito' uma contribuição indispensável a todos que desejam conhecer um pouco mais sobre essa nova economia global, mais interligada, mais rápida e menos sujeita ao controle dos Estados."

21.9.11

forever alone!

como vocês andam sem graça, minha gente. hoje, no intervalo entre um trabalho feito e o começo de outro, eu dava uma olhada no meu twitter, e poutz! como tudo anda so boh-ring, hein. não consigo achar graça em nada do que vocês postam, compartilham. as piadas estão xoxas, e tem gente que nem é tão legal/feliz/hipster assim. sei nem por que ainda sigo. ultimamente virei uma viciada em notícias, clico em tudo que os profiles de notícias/órgãos postam, porque é o que temos para hoje. tivemos para ontem. vamos ter para amanhã, provavelmente.

aí eu corro para o MSN, né? mas tenho mais de 150 pessoas naquilo e só me interesso em conversar com umas cinco. o que complica um pouco. porque alguém no Itamaraty precisa trabalhar; e os doentes do hospital da USP de Ribeirão precisam de assistência; na ESPM, em são paulo, tem alguém querendo criar algo genial; e tem outra lá na Tailândia que acha que os ófãos asiáticos precisam mais dela do que eu. Em são carlos existem pessoas envolvidas em crises financeiras e familiares; enquanto que em Uberlândia estão mais preocupadas em estudar e achar um ingresso para o rock n rio. nessas horas que seria bom ter alguém para cantar Michael Jackson aos gritos comigo, mas, né, ele achou que seria de bom tom se matar.

sabe, vocês não me deixam outra alternativa a não ser ficar stalkeando ad eternum o meu amor platônico gay no FB.

por dels, vocês já foram melhores. é preciso muito ver isso aí.

30 Day Book Challenge! - Dia 04: Um livro que você lembra de casa


ai, gente, eu não desisti do desafio de livros, foi o meu computador que semana passada desistiu de mim e teve que passar uns dia no Gustavo. daí que estava complicado demais fazer qualquer coisa que não fosse usar o msn no note de minha mamãe. mas eu voltei, voltei para ficar e continuemos o desafio, mas com alguns PS(s). primeiro: me perguntaram nos comentários sobre a história do livro passado, então eu pensei que seria de bom tom ao menos colocar a sinopse dos livros escolhidos. segundo: eu já editei os post abaixos. então vamos que vamos:

Dia 04: Um livro que você lembra de casa

sabe que esse eu nem tive que pensar muito? eu lembro bem quando era criança da minha mãe lendo O feijão e o sonho - Origenes Lessa repetidas vezes e excomungando meu pai por isso, reclamando que aquele livro era a história da vida dela, sempre muito puta. eu meio que tinha horror de pensar em ler esse livro porque ele deixava minha mãe bem triste. O tempo passou e quando eu estava na faculdade acabei me deparando com ele na biblioteca e li. só aí eu consegui entender o sentimento de frustração que minha mãe tinha com esse livro. ainda bem que ela separou do meu pai e esse livro foi embora com ele. é um livro muito bem escrito e simples, e existe até uma versão na coleção vagalume.

"A trama gira em torno de Campos Lara, poeta que vive a embalar o sonho da criação literária, alheio aos aspectos práticos da luta pela sobrevivência. Casado com Maria Rosa, a relação é um desajuste só. Campos Lara sonhando, escrevendo, poetando; Maria Rosa batalhando, preocupando-se e, principalmente, azucrinando a vida do irresponsável marido.Os rendimentos conseguidos pelo poeta, dando aulas ou escrevendo para os jornais são extremamente escassos e insuficientes para fazer frente às despesas da família. Os credores não dão sossego; o senhorio cobra os aluguéis atrasados; o dono da farmácia deixa de fornecer medicamentos para a filharada adoentada; a alimentação é parca e de má qualidade: a vida é um inferno."

14.9.11

30 Day Book Challenge! - Dia 03: Um livro que te surpreendeu completamente (ruim / bom)


acho que o livro que mais me surpreendeu, e de um jeito bom, foi Dois Irmãos do Milton Hatoum. Eu fazia terceiro colegial e ia cair no vestibular. fui ler de má vontade e me surpreendi com um dos melhores romances brasileiros já lidos por mim. sem contar que fiquei apaixonada em um dos personagens! hihihi

agora também vou fazer o desafio aqui junto dos meus amiguinhos!

"A trama gira em torno da tumultuada relação entre dois irmãos gêmeos, Yaqub e Omar, em uma família de origem libanesa que vive em Manaus. O ambiente que forma o pano de fundo da história é o de imigrantes que se dedicam ao comércio, numa cidade que vê aprofundar-se sua decadência, após o período de grande efervescência econômica e cultural vivido no início do século XX."