13.9.11

30 Day Book Challenge! - Dia 2: livro menos predileto.

na verdade, é meio estranho, né? menos predileto? então preferi encarar como algum livro que eu não tenha gostado mesmo. pensei em vários que eu detesto, mas não tinha conseguido chegar ao final (será por quê?), depois pensei no Código Da Vinci, mas como o desafio é sobre livros de verdade, fiquei com o Assassinato no Expresso Oriente, da famosa e superestimada Agatha Christie.
meu, lembro muito quando eu li esse livro no rodízio de livro da escola e ter ficado muito, mas muito puta mesma com ele. porque, né? nunca vi uma autora tratar com tanto desrespeito o leitor. ser escrota de estragar o final só para sair se achando muito marota. detesto autor assim. para mim, livro de mistério bom, é aquele que existe a possibilidade do leitor descobrir o desfecho. enfim, eu odiei esse livro, e depois ainda li uns outros quatro livros dela e também odiei. ou seja: eu odeio Agatha Christie.

" O luxuoso trem, surpreendentemente lotado para aquela época do ano, fica detido nos trilhos durante uma tempestade de neve e um homem é assassinado, encontrado morto em sua cabine com doze facadas e a porta trancada por dentro. Logo fica evidente que o assassino só pode estar entre os passageiros. Hercule Poirot é chamado a esclarecer o mistério e fica perplexo diante das pistas abundantes que levam a conclusões contraditórias e improváveis. Um crime tão fantástico que desafia até mesmo suas famosas faculdades dedutivas"

12.9.11

30 Day Book Challenge! - Dia 1: meu livro predileto.


o blog anda meio parado, né? eu sei. mas, gente, ando numa rotina tão repetitiva, que se eu escrevesse sobre isso vocês iriam vomitar na minha cara. então, né? vou aceitar a dica que meu amigo fabio deixou nos comentários e vou fazer o desafio dos 30 livros em 30 dias! por favor, gente, não me deixem esmorecer.

Dia 1: meu livro predileto.
é bem difícil, viu? vinte anos aí, nessa vida de apaixonada por literatura, fica muito difícil escolher. mas depois de muito pensar, fazer mil cálculos mentais, o eleito foi Franny & Zooey do J.D Salinger. o motivo é bem simples: me identifico demais com a Franny. de um jeito que eu nunca me identifiquei com nenhuma personagem que eu já tenha lido. na verdade, nós somos muito parecidas e eu levo minha vida toda tentando não ser. mas, olha, não é fácio! é um livro muito bem escrito (Salinger, né?), muito interessante e muito intenso. todo mundo deveria lê-lo. todo mundo deveria conviver alguns dias com a excêntrica família glass.

"Em 'Franny e Zooey', J.D. Salinger apresenta um conto narrado por Buddy, membro da estranha família Glass. A obra mostra acontecimentos importantes nesta família excêntrica."

6.9.11

blue valentine. ou como é triste um amor que acaba.


é impressionante a capacidade que brasileiros têm em ferrar nomes de filmes. eu gostaria de saber se a pessoa que escolheu o título "namorados para sempre" realmente assistiu a blue valentine. é impressionante também como a academia norte-americana pode ser tão injusta ao considerar que uma insossa natalie portman, em um filme boh-ring, merecia mais um oscar que a michelle willians, aquela linda.
não sei se foi uma escolha acertada assistir esse filme em uma noite pré-feriado, sozinha em casa e com TPM. porque olha: taí um filme que é um turbilhão de sentimentos.
cindy e dean se conhecem por acaso, se apaixonam por acaso e, por acaso, vivem uma história de amor. é aquela coisa. eles estão apaixonados e encantados um pelo outro, admiração, respeito, lealdade, companheirismo. risos juntos, choros juntos. tudo aquilo que é comum entre duas pessoas que dividem um sentimento tão forte. e daí acaba. toda história tem começo, meio e fim, mas o filme só mostra os extremos: o começo (a felicidade) e o fim (aquele desastre). só podemos supor o que aconteceu durante os anos (provavelmente uns 7 ) para aquele relacionamento, que era tão forte, degringolar daquela forma.
aí o filme mostra com maestria aquilo que acontece com vários casais que já se amaram muito:o desamor. e ele é mais triste do que qualquer coisa. do que qualquer infidelidade, traição, whatever. a perda daquilo que os mantinham juntos, começo dos antônimos: o desrespeito, o tédio, a falta de desejo, as agresões gratuitas...
e o pior: sempre tem aquele que, de um lado, não suporta mais e reage sendo meio sádico, e aquele que fica se perguntando como a felicidade conseguiu se transformar naquela dor? o mérito do filme talvez seja exatamente esse: nos mostrar que tudo isso pode acontecer, aconteceu ou está acontecendo com a gente. sem tirar, nem pôr.

#ficadica!

5.9.11

No MSN

Marina diz:
eu sou meio seca, né?
então não consigo com pessoas carentes
fabio diz:
é foda mesmo
gente pedindo atenção o tempo inteiro, né?
♕ Marina diz:
é
sei lá
vai pedir pro pai, pra mãe
eahaeiuaheiuh
fabio diz:
aiuhiauriuahaeiuuraihe
♕ Marina diz:
mas num é?
fabio diz:
é demais
ou seja
tem pessoas biologicamente propensas a te dar atenção
e vc vem encher o MEU saco?


♥

2.8.11

Eu, essa grande meliante

As pessoas têm mania de falar que não entendem por que eu sou tão indignada, tão tolerância zero, tão sem paciência. mas, gente, vocês não sabem o que eu passo. não é fácio!

estava eu voltando da natação, quando chego à portaria do meu prédio e uma senhora estava esperando impaciente de fora. o porteiro não estava. esperei, esperei e perguntei há quanto tempo ela estava ali. uns cinco minutos. mais os dois que eu já estava, das duas uma: ou o porteiro tava ZUANDO ou a coisa tava feia ali na casinha. continuamos as duas ali, make putas, tocando o interfone e nada.

daí desce uma moradora, meldels que alívio. a mulher pára e fica lá. daí eu, muito pacientemente, peço que ela aperte o botão dentro da portaria (super achando que ela não estava abrindo porque não sabia onde ficava) a mulher me vira e diz:

- ah, vou procurar o porteiro...
- beleza, mas abre aí pra gente...
- ah, não posso, não conheço vocês...
- EU MORO AÍ
- mas eu não te conheço...vai saber...


v.a.i s.a.b.e.r!

MINHA SENHORA, EU ESTOU AQUI HÁ DEZ MINUTOS PACIENTEMENTE TOCANDO O INTERFONE PORQUE EU SOU UMA LADRA EDUCADA??

ai...não sei.

gente, não consigo explicar o ódio que eu senti dessa mulher, mas, para minha sorte,um carro entrou na garagem e eu entrei por lá. muito puta. nível alfredo nascimento de putice.

daí a mulher ainda vem ao meu encontro para dizer que eu não deveria subir o elevador antes de ser identificada, porque, né? ela não me conhecia. E SEGURA MEU BRAÇO! gente, pra quê?

AINDA BEM QUE EU NÃO CONHEÇO A SENHORA, O QUE ME FAZ NÃO SER MAL EDUCADA COM ESTRANHOS E NÃO LHE MANDAR TOMAR NO CU. PASSAR BEM.

e vocês ainda me perguntam por quê.

6.7.11

da arte de entrar no ônibus errado.

li o post patrícia e achei muito bacana o modo que ela colocou suas angústias em uma metafóra de não saber que ônibus pegar. me lembrou um filme do woody allen que e gosto bastante, memórias. o personagem, um diretor de filmes de comédia que quer fazer filmes sérios, tem esse sonho em que ele está em um vagão de trem cheio de pessoas tristes, e ele tá indo não sabe aonde, e do seu lado tem um vagão todo animado com festa regada a vinho e caviar.

eu tenho minha própria metáfora.

desde muito, muito nova, eu tenho um sonho recorrente com ônibus errado. é até engraçado. eu entro no ônibus, passo a catraca e percebo que não peguei a condução certa , aí eu vejo que não tenho mais nenhum dinheiro e não sei mais onde estou. o ônibus continua seu caminho, e eu estou lá: sem dinheiro e rodeada de pessoas estranhas. depois de um momento de muita angústia eu reconheço alguém. só que é alguém que eu sei quem é, mas não tenho a menor intimidade. a caixa da padaria da esquina; alguém que eu estudei mas nunca troquei uma palavra; um vizinho que eu só topo no elevador.... a angústia aumenta e o sonho acaba sem fim. eu sonho com isso há anos. ou pelos menos costumava a sonhar, porque há mais ou menos uns 2 que isso não acontece.


lembro das vezes que conversei sobre isso com minha psicanalista e ela tentava me induzir a interpretações óbvias: a angústia de estar perdida; a incapacidade de agir; a falta de ter com quem contar.

há dois anos eu não pego o ônibus errado. devo ter começado a prestar mais atenção, né?



11.6.11

nesse dia dos namorados resolvi fazer algo de diferente....

...resolvi, após 9 anos, não ter namorado. verdade seja dita, brasil: finalmente consegui ficar solteira por mais de um mês e nunca estive melhor. quando eu digo isso, não quero parecer essas deslumbradas de fb que terminam namoro e saem colocando fotos muito loucas na balada. digo porque a experiência de ficar solteira, por quase um ano, era meio que um desafio para mim. comecei a namorar aos 15 e nunca mais parei. emendei um namoro no outro e nunca tive muito tempo para ficar sozinha. hoje em dia estou igual àquela música do arnaldo antunes em que ele diz: já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada. é bem por aí. acho que mais do que ter ficado desiludida fiquei mesmo cética e desesperançosa. percebi que o cromossomo y vem quase sempre embutido com o gene da babaquice, e que eu tenho muito dedo podre para escolher pessoas para me relacionar. nem importa se a pessoa tem 20 ou 48 anos, a babaquice e a falta de consideração são as mesmas. mas eu sei que não são todos. sou muito boa para fazer amigos homens, e acho grande parte dos meus amigos perfeitos para qualquer mulher. deve ser por isso que eu transformo a maioria dos caras legais que eu conheço em amigos. para não correr o risco de me decepcionar depois. sei que pode parecer armagura e recalque, mas não é por isso que eu escrevo. desde o dia em que eu acordei e nem sequer me lembrei do dia que vivia se repetindo na minha vida, as coisa ficarem mais leves. sei que um dia eu vou virar a esquina e talvez encontrarei alguém com que eu queira que seja infinito enquanto dure (mesmo que nunca seja!), mas, enquanto esse dia não chega, fico aqui fazendo algo de diferente e sempre tomando meus bons drink.

Feliz dia dos namorados!