12.9.11

30 Day Book Challenge! - Dia 1: meu livro predileto.


o blog anda meio parado, né? eu sei. mas, gente, ando numa rotina tão repetitiva, que se eu escrevesse sobre isso vocês iriam vomitar na minha cara. então, né? vou aceitar a dica que meu amigo fabio deixou nos comentários e vou fazer o desafio dos 30 livros em 30 dias! por favor, gente, não me deixem esmorecer.

Dia 1: meu livro predileto.
é bem difícil, viu? vinte anos aí, nessa vida de apaixonada por literatura, fica muito difícil escolher. mas depois de muito pensar, fazer mil cálculos mentais, o eleito foi Franny & Zooey do J.D Salinger. o motivo é bem simples: me identifico demais com a Franny. de um jeito que eu nunca me identifiquei com nenhuma personagem que eu já tenha lido. na verdade, nós somos muito parecidas e eu levo minha vida toda tentando não ser. mas, olha, não é fácio! é um livro muito bem escrito (Salinger, né?), muito interessante e muito intenso. todo mundo deveria lê-lo. todo mundo deveria conviver alguns dias com a excêntrica família glass.

"Em 'Franny e Zooey', J.D. Salinger apresenta um conto narrado por Buddy, membro da estranha família Glass. A obra mostra acontecimentos importantes nesta família excêntrica."

6.9.11

blue valentine. ou como é triste um amor que acaba.


é impressionante a capacidade que brasileiros têm em ferrar nomes de filmes. eu gostaria de saber se a pessoa que escolheu o título "namorados para sempre" realmente assistiu a blue valentine. é impressionante também como a academia norte-americana pode ser tão injusta ao considerar que uma insossa natalie portman, em um filme boh-ring, merecia mais um oscar que a michelle willians, aquela linda.
não sei se foi uma escolha acertada assistir esse filme em uma noite pré-feriado, sozinha em casa e com TPM. porque olha: taí um filme que é um turbilhão de sentimentos.
cindy e dean se conhecem por acaso, se apaixonam por acaso e, por acaso, vivem uma história de amor. é aquela coisa. eles estão apaixonados e encantados um pelo outro, admiração, respeito, lealdade, companheirismo. risos juntos, choros juntos. tudo aquilo que é comum entre duas pessoas que dividem um sentimento tão forte. e daí acaba. toda história tem começo, meio e fim, mas o filme só mostra os extremos: o começo (a felicidade) e o fim (aquele desastre). só podemos supor o que aconteceu durante os anos (provavelmente uns 7 ) para aquele relacionamento, que era tão forte, degringolar daquela forma.
aí o filme mostra com maestria aquilo que acontece com vários casais que já se amaram muito:o desamor. e ele é mais triste do que qualquer coisa. do que qualquer infidelidade, traição, whatever. a perda daquilo que os mantinham juntos, começo dos antônimos: o desrespeito, o tédio, a falta de desejo, as agresões gratuitas...
e o pior: sempre tem aquele que, de um lado, não suporta mais e reage sendo meio sádico, e aquele que fica se perguntando como a felicidade conseguiu se transformar naquela dor? o mérito do filme talvez seja exatamente esse: nos mostrar que tudo isso pode acontecer, aconteceu ou está acontecendo com a gente. sem tirar, nem pôr.

#ficadica!

5.9.11

No MSN

Marina diz:
eu sou meio seca, né?
então não consigo com pessoas carentes
fabio diz:
é foda mesmo
gente pedindo atenção o tempo inteiro, né?
♕ Marina diz:
é
sei lá
vai pedir pro pai, pra mãe
eahaeiuaheiuh
fabio diz:
aiuhiauriuahaeiuuraihe
♕ Marina diz:
mas num é?
fabio diz:
é demais
ou seja
tem pessoas biologicamente propensas a te dar atenção
e vc vem encher o MEU saco?


♥

2.8.11

Eu, essa grande meliante

As pessoas têm mania de falar que não entendem por que eu sou tão indignada, tão tolerância zero, tão sem paciência. mas, gente, vocês não sabem o que eu passo. não é fácio!

estava eu voltando da natação, quando chego à portaria do meu prédio e uma senhora estava esperando impaciente de fora. o porteiro não estava. esperei, esperei e perguntei há quanto tempo ela estava ali. uns cinco minutos. mais os dois que eu já estava, das duas uma: ou o porteiro tava ZUANDO ou a coisa tava feia ali na casinha. continuamos as duas ali, make putas, tocando o interfone e nada.

daí desce uma moradora, meldels que alívio. a mulher pára e fica lá. daí eu, muito pacientemente, peço que ela aperte o botão dentro da portaria (super achando que ela não estava abrindo porque não sabia onde ficava) a mulher me vira e diz:

- ah, vou procurar o porteiro...
- beleza, mas abre aí pra gente...
- ah, não posso, não conheço vocês...
- EU MORO AÍ
- mas eu não te conheço...vai saber...


v.a.i s.a.b.e.r!

MINHA SENHORA, EU ESTOU AQUI HÁ DEZ MINUTOS PACIENTEMENTE TOCANDO O INTERFONE PORQUE EU SOU UMA LADRA EDUCADA??

ai...não sei.

gente, não consigo explicar o ódio que eu senti dessa mulher, mas, para minha sorte,um carro entrou na garagem e eu entrei por lá. muito puta. nível alfredo nascimento de putice.

daí a mulher ainda vem ao meu encontro para dizer que eu não deveria subir o elevador antes de ser identificada, porque, né? ela não me conhecia. E SEGURA MEU BRAÇO! gente, pra quê?

AINDA BEM QUE EU NÃO CONHEÇO A SENHORA, O QUE ME FAZ NÃO SER MAL EDUCADA COM ESTRANHOS E NÃO LHE MANDAR TOMAR NO CU. PASSAR BEM.

e vocês ainda me perguntam por quê.

6.7.11

da arte de entrar no ônibus errado.

li o post patrícia e achei muito bacana o modo que ela colocou suas angústias em uma metafóra de não saber que ônibus pegar. me lembrou um filme do woody allen que e gosto bastante, memórias. o personagem, um diretor de filmes de comédia que quer fazer filmes sérios, tem esse sonho em que ele está em um vagão de trem cheio de pessoas tristes, e ele tá indo não sabe aonde, e do seu lado tem um vagão todo animado com festa regada a vinho e caviar.

eu tenho minha própria metáfora.

desde muito, muito nova, eu tenho um sonho recorrente com ônibus errado. é até engraçado. eu entro no ônibus, passo a catraca e percebo que não peguei a condução certa , aí eu vejo que não tenho mais nenhum dinheiro e não sei mais onde estou. o ônibus continua seu caminho, e eu estou lá: sem dinheiro e rodeada de pessoas estranhas. depois de um momento de muita angústia eu reconheço alguém. só que é alguém que eu sei quem é, mas não tenho a menor intimidade. a caixa da padaria da esquina; alguém que eu estudei mas nunca troquei uma palavra; um vizinho que eu só topo no elevador.... a angústia aumenta e o sonho acaba sem fim. eu sonho com isso há anos. ou pelos menos costumava a sonhar, porque há mais ou menos uns 2 que isso não acontece.


lembro das vezes que conversei sobre isso com minha psicanalista e ela tentava me induzir a interpretações óbvias: a angústia de estar perdida; a incapacidade de agir; a falta de ter com quem contar.

há dois anos eu não pego o ônibus errado. devo ter começado a prestar mais atenção, né?



11.6.11

nesse dia dos namorados resolvi fazer algo de diferente....

...resolvi, após 9 anos, não ter namorado. verdade seja dita, brasil: finalmente consegui ficar solteira por mais de um mês e nunca estive melhor. quando eu digo isso, não quero parecer essas deslumbradas de fb que terminam namoro e saem colocando fotos muito loucas na balada. digo porque a experiência de ficar solteira, por quase um ano, era meio que um desafio para mim. comecei a namorar aos 15 e nunca mais parei. emendei um namoro no outro e nunca tive muito tempo para ficar sozinha. hoje em dia estou igual àquela música do arnaldo antunes em que ele diz: já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada. é bem por aí. acho que mais do que ter ficado desiludida fiquei mesmo cética e desesperançosa. percebi que o cromossomo y vem quase sempre embutido com o gene da babaquice, e que eu tenho muito dedo podre para escolher pessoas para me relacionar. nem importa se a pessoa tem 20 ou 48 anos, a babaquice e a falta de consideração são as mesmas. mas eu sei que não são todos. sou muito boa para fazer amigos homens, e acho grande parte dos meus amigos perfeitos para qualquer mulher. deve ser por isso que eu transformo a maioria dos caras legais que eu conheço em amigos. para não correr o risco de me decepcionar depois. sei que pode parecer armagura e recalque, mas não é por isso que eu escrevo. desde o dia em que eu acordei e nem sequer me lembrei do dia que vivia se repetindo na minha vida, as coisa ficarem mais leves. sei que um dia eu vou virar a esquina e talvez encontrarei alguém com que eu queira que seja infinito enquanto dure (mesmo que nunca seja!), mas, enquanto esse dia não chega, fico aqui fazendo algo de diferente e sempre tomando meus bons drink.

Feliz dia dos namorados!

25.4.11

Hey, BB, vá à merda.

meu, quando eu falo que eu sou azarada ninguém acredita, mas, sinceramente, têm coisas que só acontecem comigo. senta que lá vem o drama:

hoje, no horário do almoço, fui ao banco sacar um dinheiro. daí, de repente, não mais que de repente, aparece na tela do caixa eletrônico: saque realizado. certo. 30 segundos depois eu percebo, e, opa, cadê meu dinheiro?

o dinheiro não veio.

tirei meu extrato ainda não acreditando que aquilo estava acontecendo. mas aconteceu. minha sorte, oi?, era que do meu lado estava uma funcionária do banco e eu logo comecei:

- moça, é o seguinte, o caixa ficou com o meu dinheiro.
-oi?
- é, moça, olha aqui, eu tentei sacar ele deu como feito, mas não me deu meu dinheiro, moça
- ahhmm....eeerr...peraí - ela chama um outro funcionário
-moço, meu dinheiro! não veio. eu preciso falar com o gerente!
- o gerente está para o almoço
-tá, mas com alguém que resolva o problema - já comecei a ficar meio chateada
- você precisa ligar na ouvidoria....
-oi? tá.....moço, olha só, não funciona
-ah, a gente só pode abrir o caixa depois das 18
-oi? e o meu dinheiro, todo mundo viu aqui que o caixa não tirou o meu dinheiro - pessoas começam me olhar
-olha, amanhã eles vão devolver seu dinheiro para você
- nossa, que ótimo moço, eu preciso mesmo ir embora, tá na hora do meu almoço. cadê meu protocolo?
-não tem
-arrrraam, tá, cadê o papel que você assina aí dizendo o que aconteceu, han?
-não trabalhamos com isso
-então eu vou ter que acreditar na sua palavra?
-vai
-moço, cadê o gerente?
- está no almoço, me desculpe, não posso fazer mais nada.

não.posso.fazer.mais.nada

-moço, o sr não está entendendo. eu não vou sair daqui sem uma prova do que aconteceu, não pode ser a sua palavra contra a minha.

- já disse que eu não posso fazer nada, você não tem outro dinheiro na sua conta? tira de novo e amanhã você vai ser reembolsada.

HAHAHAHAHAHAAH! (olha a minha cara de quem ia enfiar meu cartão em um daqueles caixas de novo?)

aí eu fiquei puta, né? tipo assim, nível welligton menezes! eu ali, sendo LESADA, e nego dizendo que eu tinha que ir para casa e ainda querendo saber do meu dinheiro!

chamei a polícia.

esperei 40 minutos.

quando o seus guardas chegaram, um pediu para eu passar minhas informações para o b.o, o outro entrou no banco. 5 minutos depois sai o gerente (ma, oe, não estava almoçando?) meu dinheiro, um pedido de desculpa FALSO, e o guarda sorridente.

#euconfionapmgoiania


e, você, BB, vai tomar no c*!