1.9.10

clichê.

ai, gente, ainda bem que agosto passou, né? puta merda, que mês arrastado. claro que, obviamente, poucas pessoas estão com o mesmo alívio que eu. mas, sabe: não ando aguentando mais? tanto é que nem escrever mais aqui eu consigo.


sendo emo e totalmente clichê: wake me up when september ends

11.8.10

a vida como ela é...

Conversando com uma colega de trabalho há um tempo, começamos a falar sobre nossa época de colégio, papo vai, papo vem – como Goiânia tem 3 pessoas – acabamos encontrando um conhecido em comum. Lembro que nesse papo ela saltou algo do tipo: “fulano? Nossa, fiquei com ele um carnaval aí, sei lá, tem uns 8 anos.” Engraçado eu não tenho contado mais com ele há uns 9 para mais, enfim.
Fato é que hoje, novamente, no trânsito, começamos a conversar sobre isso, com mais uma colega no carro. Acho que ela tinha me perguntando de onde eu o conhecia. O que segue agora é o relato mais ou menos fiel do que eu disse a elas no carro. Chamemos o dito cujo de J.
“Ah, o J? a gente estudou junto durante o ginásio, 7 e 8 série. Nossa, eu era perdidamente apaixonada por ele, era engraçado. Ele era o menino mais bonito da escola, o mais popular, todas as meninas eram loucas nele, inclusive eu, óbvio. Mas ele não sabia, ele nunca soube, éramos melhores amigos, acredita? A gente vivia junto, o tempo quase todo, ele me ligava, gente, ele me ligava e a gente passava horas no telefone. Teve uma vez, umas férias, eu estava em minas e ele me ligou LÁ, a gente virou a noite no telefone, ele me contando das férias dele, das meninas da sala que ele tinha pego no cinema. Nossa, no encontro de jovens então da São Paulo Apóstolo (oi? Se você é Goiânia e tem mais ou menos a minha idade sabe do que eu falo) a gente ficava lá, toda quarta, sentados na cantina conversando, eu ia para ver ELE, ele ia para pegar alguma menininha. Por que a gente nunca ficou? Porque eu era horrorosa, óbvio. Eu era magrela, dentuça, nerd. Ele era o bonitão. Nossa gente, como eu era apaixonada, como eu sofri. Depois chegou o colegial cada um mudou de colégio o contato foi acabando, se eu me recordo última vez que eu o vi foi em 2001.”
Na hora em que eu contava para as meninas esse relato elas diziam: “mas é claro que ele gostava de você, vocês ficavam o tempo todo junto, homem sempre tem essa bobeira de não querer estragar amizade, sei lá. Você devia ter contado para ele.”
Engraçado, ele nunca soube. Eu nunca contei. Hoje em dia, parando para pensar, acho que todo o carinho que eu tenho por essa escola que eu estudei e sinto tantas saudades é por causa dele, pelo sentimento que eu tinha por ele, que eu nunca contei, que ele nunca soube.
Ele nunca soube que eu cheguei a sonhar com ele naquela época, e que no sonho ele me beijava. Eu acordei recordando o GOSTO do beijo dele. Gente, quantas pessoas eu beijei? Quantas pessoas me beijaram? Não consigo lembrar do gosto delas, mas desse beijo, eu lembro perfeitamente. O BEIJO QUE EU NUNCA DEI.
Eu não sei o que me deu hoje, mas quando eu desci do carro, depois de contar essa história o sentimento estranho que eu senti ao lembrar disso, sério, eu até CHOREI! (patético, né?)
E é claro que eu procurei ele no Orkut E ACHEI!. Ele ta casado. Não casado de zueira, casado mesmo, com álbum do casamento e na comunidade “eu encontrei meu amor da vida toda”.
Eu não.
E olhando a foto dele, relembrando de como ele é, a única coisa que passa pela minha cabeça é que eu meio que esperei por ele inconscientemente. REALLY. Me internem, gente. Eu não sou normal.

28.7.10

Eles, os produtores.

Meu, já repararam que de quando em vez aparecem profissões da moda? Quando eu era criança, lá pelo início dos anos 90, todo mundo era – ou queria ser – analista de sistema. Eu lembro bem, de uma amiga da minha mãe, contando que o filho ia prestar vestibular para isso porque era a profissão do momento. Acho que hoje em dia nem existe mais, né? Não com esse nome. Enfim. Depois eu lembro que lá pelo início dos anos 2000 as profissões do momento eram turismólogo (hahahahaha) e fisioterapeuta. Cara, sério. Até hoje eu fico por entender porque alguém tem a CORAGEM de falar que isso é curso superior. oi? Aprender quantos toddynhos vão em um frigobar? Como dobrar lençol? Como diz o Dedé: é curso de quem gostaria de viajar e não tem dinheiro. Aí quer dizer que é uma pessoa viajada, entendida, sei lá.

E os fisioterapeutas? Lembro dos negos falando: “ah, quero ajudar os acidentados”. Rapaz, tinha que ter acidentes DEMAIS para que todos os fisioterapeutas, formados nas unidunitês, tivessem muitos pacientes para ensinar a apertar bolinha. Sinceramente.

Mas vamos aos dias de hoje: nessa época pós-moderna em que tudo é muito fluido e rápido, em que identidades mudam o tempo todo e que há quebras sucessivas de modelos de conduta e parâmetros de pensamento, quem entra em cena? Eles, os PRODUTORES CULTURAIS.

Produtor cultural é a profissão de quem está na moda, é hype e antenado - eufemismo pra vagabundo. Veja bem: diferente das outras profissões citadas é muito mais fácil ser produtor cultural porque é que nem jornalismo, nem de diploma precisa. Quer dizer, você precisa de meio diploma (ou de ter gastado a grana dos seus pais durante alguns semestres estudando – e desistindo – de cursos como: cinema, gastronomia ou design).

O grande lance para ser um produtor cultural é você não ter conseguido sucesso em nada que fez. Como não conseguiu fazer uma faculdade decente ou arrumar um trabalho de verdade, você, produtor cultural, já se aventurou pelo mundo da música (virou DJ), das artes (virou fotógrafo) e das ciências (largou o direito), mas nada foi capaz de preencher o seu ser tão autêntico.

Outra coisa importante nessa bonita profissão é sempre negar veementemente que é promoter. Você faz tudo que um promoter faz: puxa saco de dono de boates, entrega flyer de bônus para os amigos, enche o scrap e o twitter de todo mundo com aquela festa bombante, mas se alguém te pergunta se você é promoter do bar tal, você tem que saber prontamente responder que não. É o produtor cultural. Aquele cara cuja única finalidade é descobrir o número da banda emo do momento no Google e dizer pro dono do estabelecimento que é chegado e que eles até te seguem no twitter.

Twitter é a importante ferramenta de trabalho. Se precisasse de faculdade para ser PC, com certeza, existiriam as matérias Metodologia de Twitter I e II. Todo PC tem um twitter hypado. Toda descrição começa com seu currículo “modelo, atriz, fotógrafa e produtora cultural”. Pode ter certeza que nem todo PC mora em São Paulo, mas a titia garante: todos gostariam de morar lá. A Meca da cultura brasileira, o estandarte da produção cultural. Pinacoteca é pinto. A cultura de Sampa está na galeria do rock, e os PC no ABC paulista, produzindo shows emos para meia dúzia de adolescentes. E, claro, uma foto photoshopada mostrando sempre uma pessoa de cabelo colorido com tatuagens à mostra. Como médico tem o estetoscópio, o PC tem o twitter.

É claro que nada dura para sempre e em algum momento o PC tem que largar de ser vagabundo e parar de ser sustentado pelos pais. Aí, no fim das contas, acaba virando fucionário público.

Mas você também é funcionária pública, Marina, como se explica? Pois bem: pulei a parte vergonhosa, Arnaldo.

Enfim, esse post foi só para ajudar você, leitor, que não sabe o que fazer da vida e nada da vida sabe fazer. Pinte seu cabelo, tatue suas costas, saia de segunda a segunda (já que você não trabalha mesmo), crie uma rede de contato com desocupados como você e sempre reclame de como a cultura é algo importante e como sua cidade sofre com a carência de lugares autênticos. Se até semi-analfabetos conseguem, você também pode. Eu garanto.


11.7.10

the girl with the thorn in her side.

ai, gente, que loucura, o que anda acontecendo com as pessoas?

ontem, eu com a maior vontade se sair de casa, saí ligando para alguns amigos. e ,meldels, o que andam colocando na água de goiânia? todo mundo nessa cidade está deprimido. eu, obviamente, desde que mudei para cá deveria estar deprimida, porque, né? odeio essa cidade mais que tudo. mas, vejam só: eu sou a mais feliz da gelere. e, gente, em um mundo em que eu sou a mais feliz é o prenúncio de 2012, porque se não for, eu não sei mais o que é.

sou a pessoa mais insatisfeita do mundo. todos sabem disso, mas, ultimamente, meu msn só pisca com problema. difícil alguém falar comigo e não ser para reclamar, contar alguma merda, ou pedir conselho. quando a pessoa é minha amiga eu ainda tento ajudar, mas, sinceramente, o que anda se passando com o mundo que só tem infelicidade?

engraçado: lendo meus blogs preferidos dois deles falavam de dementadores (ah, colega, se você não sabe o que são dementadores não serei eu a te explicar) e isso só mostra, que, sei lá, deve estar faltando anti-depressivos na farmácia. sinceramente, viu, sinceramente.

19.6.10

Saramago, saudades!

daí que o saramago morreu e desde ontem a internet não para. no twitter então: milhares de citações. bom é ver um bando de nego que nunca sequer chegou perto de um livro, fingir pesar. eu nunca gostei dele. tentei ler uns três livros, ganhei um de presente, mas sempre parava na página 10. putaquepariu, saramago era um saco. eu tive um namorado uma vez que é tão fissurado em literatura quanto eu, e ele é fanzaço do portuga. daí que ele vivia tentando me empurrar, tentando me convencer que era legal. e eu tentei, viu? não foi pouco. mas nunca deu. mas eu reconheço a importância dele para a a última flor do lácio e talz, nobel etc. mas, neins. não dá. eu entendo quem curtia ficar sentido. quando salinger morreu, senti muito e de verdade. os bons estão morrendo.

já tou ficando com medo de abrir o jornal e vê que, sei lá, o gabo passou dessa para melhor, ou que o rubem fonseca bateu as botas. credo.

13.6.10

whatever works

whatever works ou tudo pode dar certo, é o novo filme de woody alle. allen provando, mais uma vez, porque é meu diretor predileto.


ASSISTÃO!

30.5.10

correriiiiaaa!

sei que é uma putafaldesacanagem ficar tanto tempo sem escrever por aqui. porque, por mais incrível que pareça, tem gente que lê isso.

não ando escrevendo porque não tenho tido tempo. mesmo. de verdade. nesse mês todo fiquei envolvida com um trabalho que tirou basicamente toda a minha energia de uma forma nunca antes conhecida por mim. espero que amanhã, quando de fato acabará, tenha valido a pena.

aí eu penso que é só o começo, como vai virar basicamente uma rotina durante 4 meses, e fico pensando será que eu vou dar conta? será que eu vou aguentar? sabe? crise existencial mode on.

enfim. post confuso e interno como nos velhos tempos.

mas, relaxem: I`ll be back soon.